Programas do MEC focam na
distribuição de ferramentas para docentes e cursos de formação para ajudá-los a
adaptar tecnologias à rotina
O uso das tecnologias em sala de aula – considerado um caminho sem volta
por especialistas em educação – depende essencialmente dos professores para dar
certo. Por isso, eles se tornaram o grande alvo dos programas atuais do
Ministério da Educação para promover o aproveitamento de ferramentas
tecnológicas nas escolas.
Das
primeiras experiências com a distribuição de laboratórios de informática à
mudança de estratégia depois do projeto piloto do Um Computador por Aluno, a
formação de professores para o tema não perdeu força. O Programa Nacional de
Tecnologia Educacional (Proinfo), que centraliza as estratégias do governo
federal na área, capacitou 644.983 docentes desde 2008.
De acordo
com o Ministério da Educação, todos os cursos solicitados por estados e
municípios para capacitação de educadores para o uso de tecnologias em sala de
aula continuam sendo financiados. Só este ano, a expectativa é de que 4,9 mil
professores façam os cursos, ministrados em 845 Núcleos de Tecnologia
Educacional estaduais.
As
experiências – bem sucedidas ou não – mostraram que, se o professor não se
apropriar das tecnologias e perceber os ganhos reais para a prática pedagógica
com as ferramentas, elas se tornam apenas um amontoado de caixas nas escolas.
Para o professor Gilberto Lacerda, do Departamento de Métodos e Técnicas da
Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), o professor é o ator
central do processo de inserção das tecnologias na escola.
“Mesmo
que todos os alunos tenham computadores, se o professor não é capaz de fazer
uma relação educativa consistente do seu trabalho e as ferramentas, nada
funciona. O professor é o elemento mais importante, porque ele é quem dá o
sentido pedagógico às coisas. Qualquer recurso tecnológico tem de ser dominado
por ele primeiro”, afirma o pesquisador.
Tablets para docentes
Jaquilene Marques

Nenhum comentário:
Postar um comentário